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el sabroso oficio / del dulce mirar Góngora – ¡Qué difícil es entender la belleza! Günter Eich

martes, 30 de abril de 2013

Bill Evans - B Minor Waltz

*

"B Minor Waltz" es un tema del disco You Must Believe in Spring, grabado en agosto de 1977 y publicado tras la muerte de Bill Evans en septiembre de 1980. Le acompañan Eddie Gomez al bajo y Eliot Zigmund a la batería. Una joya de disco.







lunes, 29 de abril de 2013

William Blake - "And the lark listen to my midnight song"





(t. van gieson - Flickr)



Unos versos de William Blake

Niña con un pájaro en su jaula (Fotografía de Bruce Davidson, 1966)


Unos versos de Songs of Innocence and of Experience, de William Blake:


¿Cómo puede el ave nacida para el gozo
vivir en la jaula y cantar?


How can the bird that is born for joy
Sit in a cage and sing?



domingo, 28 de abril de 2013

Una foto de Heinrich Heidersberg



Vestido de luz (1949) es el título de esta fotografía de Heinrich Heidersberg (1906-2006)




sábado, 27 de abril de 2013

Bonnie and Clyde + The Ballad of Bonnie and Clyde









Faye Dunaway y Warren Beatty en Bonnie and Clyde (1967), de Arthur Penn.


(Visto en missavagardner)


Georgie Fame & Blue Fames: The Ballad of Bonnie and Clyde

Bonnie and Clyde were pretty lookin' people
But I can tell you people They were the devil's children,
Bonnie and Clyde began their evil doin'
One lazy afternoon down Savannah way,
They robbed a store, and high-tailed outa that town
Got clean away in a stolen car,
And waited till the heat died down,
Bonnie and Clyde advanced their reputation
And made the graduation
Into the banking business.
"Reach for the sky" sweet-talking Clyde would holler
As Bonnie loaded dollars in the dewlap bag,
Now one brave man-he tried to take 'em alone
They left him Iyin' in a pool of blood,
And laughed about it all the way home.
Bonnie and Clyde got to be public enemy number one
Running and hiding from ev'ry American lawman's gun.
They used to laugh about dyin',
But deep inside 'em they knew
That pretty soon they'd be lyin'
Beneath the ground together
Pushing up daisies to welcome the sun
And the morning dew.
Acting upon reliable information
A fed'ral deputation laid a deadly ambush.
When Bonnie and Clyde came walking in the sunshine
A half a dozen carbines opened up on them.
Bonnie and Clyde, they lived a lot together
And finally together they died.




viernes, 26 de abril de 2013

Ella Fitzgerald nació un 25 de abril

Ella Fitzgerald canta. Entre el público, Duke Ellington y Benny Goodman. Nueva York, 1948 (Fotografía de Herman Leonard)


El 25 de abril de ayer fue dedicado únicamente a José Afonso. Hoy, recordamos que el 25 de abril de 1917 nació esta gran cantante norteamericana, Ella Fitzgerald.

How Hight the Moon es una canción compuesta en 1940, uno de los estándares más conocidos del jazz.





Friedrich Hölderlin - Der Archipelagus

Templo de Apolo en Chora Naxos (Fotografía de Mae)


Una obra capital de la literatura alemana, Der Archipelagus (El archipiélago), de Friedrich Hölderlin (1770-1843). Así empieza:


¿Tornan las grullas de nuevo a tu lado y enfilan de nuevo
rumbo a tus costas los barcos?¿Envuelven en calma tu flujo
brisas ansiadas y sube del fondo el delfín y su lomo
baña al reclamo del sol que le alumbra con luces no usadas?
¿Jonia florece? ¿Ya es primavera? ¿La hora en que siempre
joven se torna en los vivos el alma y amores primeros
nácenle al hombre y despiertan recuerdos de edades doradas,
tiempo en que acudo a tu lado y saludo al silente, ¡oh anciano!?




Kehren die Kraniche wieder zu dir, und suchen zu deinen
Ufern wieder die Schiffe den Lauf? umatmen erwünschte
Lüfte dir die beruhigte Flut, und sonnet der Delphin,
Aus der Tiefe gelockt, am neuen Lichte den Rücken?
Blüht Ionien? ists die Zeit? denn immer im Frühling,
Wenn den Lebenden sich das Herz erneut und die erste
Liebe den Menschen erwacht und goldner Zeiten Erinnrung,
Komm ich zu dir und grüß in deiner Stille dich, Alter!
Denn Staub bist du, und zum Staube wirst du zurückkehren!



Der archipelagus (Friedrich Hölderlin) Edición bilingüe de Helena Cortés Gaubaudan. La Oficina, 2011.

"Esta nueva edición bilingüe de El Archipiélago de Hölderlin presenta por vez primera al lector español una traducción en hexámetros del poema, realizada por la germanista Helena Cortés Gabaudan, recreando con la mayor fidelidad posible el original y arriesgado intento de Hölderlin de imitar en lengua alemana los metros griegos. Por otro lado, se trata de propiciar una relectura de este clásico, mediante el sugerente diálogo que se establece entre imágenes y texto. La selección de fotografías, todas ellas contemporáneas, coinciden de lleno con el nihilismo y la desesperanza casi actuales que se dejan traslucir en El Archipiélago, mostrando el poder destructor del mundo moderno prefigurado por Hölderlin."



jueves, 25 de abril de 2013

José Afonso - Eu dizia

*

Até morrer o cantor de O canarinho manteve a sua proposta de construir (construirmos) a cidade da "Utopia", que nos deixou interpretada de uma forma sublime neste álbum. Um álbum que constitui o seu testemunho estético-político e revela em definitivo o rosto humano da utopia, o rosto de José Afonso, envolvido numa luz láctea de infinita alegria.

(Alfarrábio - Universidade do Minho)


EU DIZIA

Eu dizia
Quando madura
Me animavas
Seguindo a noite
Barco ou estrada

Sem rótulo
Sem luzes
Em vitória
Na mesma rota
De tanto
Compatriota

Entre o sol e a lua
Sereníssima
Rodavas em silêncio
Noite fora
Fazíamos uma noite
De vigília
Do lado da montanha
Ninguém chora

De uma montanha
Ninguém chora

Entre o sol e a lua
Sereníssima
Do lado da montanha
Ninguém chora
Do lado da montanha
Ninguém chora


Letra e Música: José Afonso
Álbum: Como Se Fora Seu Filho (1983)














José Afonso: 'Grândola, sempre'




El último concierto que dio el cantante portugués José Afonso (1929-1987) fue el 29 de enero de 1983 en el Coliseu dos Recreios de Lisboa.

En esta entrada podemos escuchar la Grândola, vila morena que se cantó aquella noche, pura emoción, y la versión original que sirvió en la madrugada del 25 de abril de 1974 como segunda señal para confirmar que lo que después se conoció como Revolución de los Claveles, a Revolução dos Cravos, seguía adelante. No había marcha atrás.

Mucho tiempo ha pasado y, a raíz de los tristes acontecimientos que están viviendo nuestros vecinos portugueses, esta canción ha conocido un nuevo impulso, una nueva luz. A la Wikipédia (en portugués) pertenece este fragmento:

"Grândola, Vila Morena" é a canção composta e cantada por Zeca Afonso que foi escolhida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) para ser a segunda senha de sinalização da Revolução dos Cravos. A canção refere-se à fraternidade entre as pessoas de Grândola, no Alentejo, e teria sido banida pelo regime salazarista como uma música do partido comunista de Moscovo Comunismo. Às zero horas e vinte minutos do dia 25 de abril de 1974, a canção era transmitida na Rádio Renascença, a emissora católica portuguesa, como sinal para confirmar o início da revolução. Por esse motivo, transformou-se em símbolo da revolução, assim como do início da democracia em Portugal.

À meia-noite e vinte minutos da madrugada do dia 25 de abril de 1974, a «Grândola, vila morena» foi tocada no programa Limite da Rádio Renascença. Era a segunda senha que confirmava o bom andamento das operações e despoletava o avanço das forças organizadas pelo MFA.

Em Fevereiro de 2013, o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho falava no debate quinzenal com os deputados quando foi interrompido pelo público das galerias a cantar "Vila Morena" como forma de protesto contra as políticas económicas de seu governo e da troika. Dias depois esta mesma música foi cantada em Madrid na Puerta del Sol pela Solfónica aquando de uma manifestação. No dia 18 de Fevereiro, num encontro promovido pelo Clube dos Pensadores, o Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, foi igualmente interrompido por manifestantes ao som do Grândola, tendo chegado a entoar alguns versos da música."



Versión del disco. Primera imagen: el capitán Salgueiro Maia
figura capital de la Revolución de los Claveles

Militar português, Fernando José Salgueiro Maia nasceu em 1944, em Castelo de Vide, e morreu em 1992, no Hospital Militar de Belém (Lisboa). Depois de frequentar a Academia Militar e a Escola Prática de Cavalaria, desempenhou funções de alferes-comando em Moçambique, durante a Guerra Colonial. Já com o posto de capitão, na madrugada de 25 de abril de 1974, dirigiu as tropas revolucionárias de Santarém até Lisboa, tornando-se uma das figuras-chave do golpe. Tomou os ministérios do Terreiro do Paço e o quartel da Guarda Nacional Republicana, no Carmo, onde estava refugiado o chefe do Governo, Marcello Caetano, que se lhe rendeu. Assim se deu a queda do Estado Novo. A revolta militar foi desencadeada pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), que derrubou o regime praticamente sem o emprego da força e sem provocar vítimas. Os dois únicos momentos de tensão foram protagonizados pelo próprio Salgueiro Maia: o primeiro foi o encontro com um destacamento de blindados, até então obediente ao Governo, resolvido quando estas tropas tomaram posição ao lado dos revoltosos; o outro ocorreu quando o capitão mandou abrir fogo sobre a parede exterior do quartel da GNR. Retomando modestamente o rumo da sua carreira militar, o capitão Salgueiro Maia recusou as honrarias que o regime democrático lhe quis atribuir. Todos os anos é recordada a sua coragem e a sua determinação aquando das comemorações do 25 de abril.




miércoles, 24 de abril de 2013

Charles Simic - Cosmología de Caronte

Caronte, o barqueiro dos mortos (Fotografía de J. Almstadter)



COSMOLOGÍA DE CARONTE

Munido apenas de una linternita
para orientarse
y siempre una montaña
de cadáveres frescos que cargar

y transportar hasta la otra orilla
donde hay un montón más,
diría que le debe costar mucho
distinguir una orilla de la otra

diría que no importa
nadie se queja, puede revisarles
los bolsillos, en uno unas miguitas
de pan, una salchicha en otro.

De vez en cuando algún espejo
o algún libro, que arroja
por la borda hacia el río
oscuro, frío, rápido y profundo.

Charles Simic



Traducción leída en Zaidenwerg


CARON'S COSMOLOGY

With only his dim lantern
To tell him where he is
And every time a mountain
Of fresh corpses to load up

Take them to the other side
Where there are plenty more
I’d say by now he must be confused
As to which side is which

I’d say it doesn’t matter
No one complains he’s got
Their pockets to go through
In one a crust of bread in another a sausage

Once in a long while a mirror
Or a book which he throws
Overboard into the dark river
Swift and cold and deep



Charles Simic, “Charon’s Cosmology” from Charles Simic: Selected Early Poems. Copyright © 1999 by Charles Simic. Reprinted with the permission of George Braziller, Inc.


(Texto en inglés: Poetry Foundation)



(Nota. La fotógrafa nos proporciona el nombre del modelo que hace de Caronte: Sérgio Castravelli)


Elizabeth Schwarzkopf - Frühling (Strauss)



Elisabeth Schwarzkopf sings "Frühling" from Vier letzte Lieder
by Richard Strauss
Philharmonia Orchestra London
HERBERT VON KARAJAN, conductor
live, Royal Festival Hall, 20.VI.1956


Recordamos que el texto es un poema de Hermann Hesse.


FRÜHLING

In dämmrigen Grüften
träumte ich lang
von deinen Bäumen und blauen Lüften,
Von deinem Duft und Vogelsang.

Nun liegst du erschlossen
In Gleiß und Zier
von Licht übergossen
wie ein Wunder vor mir.

Du kennst mich wieder,
du lockst mich zart,
es zittert durch all meine Glieder
deine selige Gegenwart!


PRIMAVERA

En crepusculares fosos
soñe largo tiempo
con tus árboles y azules brisas
con tu fragancia y el canto de los pájaros.

Ahora yacente te revelas
en adorno y esplendor,
inundada de luz,
como un prodigio ante mí.

Me reconoces de nuevo,
me atraes con delicadeza,
¡vibra a través de todos mis miembros
tu bienaventurada  presencia!


Traducción de TodOpera


Aquí, puede escucharse en la voz de Renée Fleming, y a través de otro enlace, en la de Kiri Te Kanawa.



martes, 23 de abril de 2013

Eva Vázquez - Feliz Día del Libro



Acabando ya el día... Feliz Día del Libro es un dibujo de Eva Vázquez.



Algo para leer: Czesław Miłosz - Pero los libros

Fotografía de Dittmeyer



PERO LOS LIBROS

Pero los libros seguirán en los estantes, seres auténticos
Que aparecieron una vez frescos, todavía húmedos,
Como castañas brillantes bajo el árbol en otoño,
Y empezaron a vivir tocados, acariciados,
A pesar del resplandor en el horizonte, de castillos saltando por los aires,
De las tribus en marcha, de los planetas en movimiento,
Somos, dijeron, incluso cuando les arrancaban las hojas
O cuando la llama ardiente lamía las letras.
Mucho más duraderos que nosotros, cuyo calor frágil
Se enfría junto con la memoria, se disipa, desaparece.
Me imagino la tierra cuando yo ya no esté
Y no pasará nada, ninguna pérdida, seguirá el mismo espectáculo,
Los vestidos de las mujeres, un jazmín húmedo, una canción en el valle.
Pero los libros seguirán en los estantes, de buena estirpe,
Nacidos de la gente, aunque también de la luz, de las alturas.

Czesław Miłosz


Tierra inalcanzable. Antología poética. Traducción, selección y prologo de Xavier Farré. Galaxia Gutenberg/Círculo de Lectores. 2011.



Otra joven leyendo



Autor: ? (Vista en Mousse y Fleisch)




Un cuadro de Courbet - Joven leyendo



Joven leyendo [c.1866-68], una obra de Gustave Courbet.



(Vista en Gandalf's Gallery - Flickr)


lunes, 22 de abril de 2013

"Y el porvenir que no llega"

Salamanca:Plaza de Anaya.Martín Gaite, García Calvo, Aldecoa.


Entre las páginas de este libro andaba la siguiente crónica de Juan Cruz, publicada en El País el 29 de julio del año 2000, que me hizo comprarlo. Carmen Martín Gaite había fallecido seis días antes.


ESPERANDO EL PORVENIR

Había varias tabernas en el centro de Madrid, en los alrededores del café Gijón, donde un grupo de jóvenes felices compartían vasos de vino a principios de los años cincuenta; las fotos de la época los retratan como personajes pulcramente vestidos; las mujeres están, como los hombres, de pie en esos bares. Hay pocas mujeres, o al menos la memoria sólo resalta a tres chiquillas, que se ríen con sus acompañantes, consultan con ellos libros o periódicos, o caminan apoyadas en sus brazos; son Carmen Martín Gaite, Mayra O´Wisiedo y Josefina Rodríguez Aldecoa, y los hombres que van con ellas, en unas fotos, son, sobre todo, Ignacio Aldecoa, Rafael Sánchez Ferlosio, Alfonso Sastre, Agustín García Calvo, Jesús Fernández Santos y José María de Quinto. No sólo toman vinos: hay gente tomando café y leyendo originales; hay que fijarse mucho en las fotos, pues esta gente vestida de blanco y negro, aún con el peso brumoso de aquellos años, ríe, y las fotos no están preparadas, pues ninguno mira a la cámara.Todo el mundo ríe en esas fotos: Alfonso Sastre y Rafael Sánchez Ferlosio, ríe abiertamente Josefina Rodríguez -luego Josefina Aldecoa- y, por supuesto, ríe y mira libros Carmen Martín Gaite. En unas conferencias memorables que esta última hizo en 1994 en la Fundación Juan March de Madrid, la escritora ahora fallecida explicó de qué se reían: eran felices, se llevaban bien, habían descubierto la amistad, la cultivaban, viajaban por la ciudad como si estuvieran inventando la vida; y en todas partes cantaban una copla que nadie supo de dónde venía, pero que se convirtió en un emblema de aquellas reuniones vespertinas: siempre, a alguna hora, cualquiera de ellos se ponía a tararearla: "Sentaíto en la escalera,/ sentaíto en la escalera,/ esperando el porvenir/ y el porvenir que no llega./ Y no llega.../ Y no llega...".

Martín Gaite tituló así, Esperando el porvenir, aquellas conferencias. Era una mujer mágica, que de pronto trajo a la sala grande de la March la marcha de aquellos tiempos; el escenario de sus charlas era sobrio, y en su centro ella se sentaba de lado, como si acabara de llegar y fuera a marcharse pronto; llevaba la boina blanca de sus días de gala, y calcetines rojos, y se sentaba casi de espaldas al público, leyendo notoriamente su cuaderno grande; había público en todas partes, y ella se sentía, quizá, como si estuviera en un aula universitaria de provincias, leyendo una obra de teatro que nunca se fuera a estrenar. Con esa voz que se hizo para cantar -y oyendo a su hermana Ana cantando uno siente que éste no haya sido alguna vez el dúo de las Gaite-, Carmen desgranaba sus recuerdos de aquel tiempo, cansada de la perspectiva de que alguna vez esos recuerdos de la época más importante de su vida los contara un pelirrojo de Ohio.

En la primera conferencia, Carmiña recordó el encuentro de los principales protagonistas de esa trama novelesca que en su memoria, y ante el público, creció como un poema de la amistad; Salamanca fue el lugar del encuentro y Madrid fue la capital donde cada uno prosiguió su vocación; era obvia en las conferencias -que coincidían con el 25 aniversario de la muerte de Aldecoa- su admiración vital por el autor de Gran sol; pero lo que más nos impresionó a los espectadores era la capacidad teatral y de evocación de Carmiña; de pronto, todos aquellos personajes alcanzaban sus contornos reales, se les veía hablando, confirmando o desmintiendo a la conferenciante, situándose, probablemente, en su lugar favorito en el café o en el bar.

Josefina Rodríguez, que se casó con Aldecoa, recordaba estos días aquel tiempo feliz, difícil y el sentimiento de amistad que lo hizo posible. Releyendo el libro en el que se recogen aquellas conferencias (Esperando el porvenir, Siruela, 1994) y viendo sus fotos uno entiende que el pasado le produjera tanta perplejidad como el presente y el porvenir. Aquella reflexión de Carmen sobre el tiempo de su generación nace de una frase que ella misma escribió al fallecer Aldecoa en 1969 ("Ha muerto Ignacio Aldecoa. Los años cuarenta y cincuenta, lo queramos o no, empiezan a ser historia") y alcanza ahora con su muerte la misma dura, implacable actualidad.

Juan Cruz



domingo, 21 de abril de 2013

'The Great Gig in the Sky' para despedir a Storm Thorgerson



Storm Thorgerson (1944 – 2013) fue un diseñador gráfico británico, reconocido por ser miembro del grupo de diseño artístico Hipgnosis, en el que diseñó algunas de las más conocidas cubiertas de discos y singles. Sus diseños más conocidos fueron los que realizó para Pink Floyd y, en particular, la realizada para su álbum Dark Side of the Moon. También trabajó con otros grupos como Led Zeppelin, Black Sabbath, Scorpions, Genesis, Europe, Dream Theater, The Cranberries, The Mars Volta, Muse y Biffy Clyro.


Storm Thorgerson, diseñador, el rostro de Pink Floyd
Algunas de sus portadas forman parte sustancial de la experiencia estética del rock de los setenta

Diego Manrique en El País






Una foto de Matt Stuart



"I am not sure which came first, being nosey or an interest in ‘street photography’, but a fascination with people and the way they live their lives is why I enjoy the business so much.

I can’t hide behind lights and technology, I am reliant on a small camera, patience and lots of optimism. But what I get in return is the chance to make an honest picture which people know immediately is a genuine moment and which hopefully burrows deep into their memories. (All photos copyright Matt Stuart 2013)"




Una foto de Liv Ullman (1974)




(Vista en pictosh - Flickr)



sábado, 20 de abril de 2013

Una foto de Alfred Cheney Johnston



Estudio en color (1949), obra de Alfred Cheney Johnston.


(Visto en Denise Puchol)




viernes, 19 de abril de 2013

Cartola y Marisa Monte - Preciso me encontrar




Esta canción es tenida por muchos como obra del cantante y compositor brasileño Cartola (1908-1980). Él fue quien la hizo famosa en Brasil, pero su compositor fue Antônio Candeia Filho, Candeia. Así oímos a Marisa Monte decir al principio "E agora com vocês, Candeia"

La versión de Cartola puede escucharse en la banda sonora de la película Ciudad de Dios (Cidade de Deus, 2002), de Fernando Meirelles, así como al final de Estación Central de Brasil (Central do Brasil, 1998), de Walter Salles.

Cartola y Marisa: Beleza!



PRECISO ME ENCONTRAR

Deixe-me ir, preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar

Deixe-me ir, preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer, quero viver

Deixe-me ir, preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar

Se alguém, por mim, perguntar
Diga que eu só vou voltar
Quando eu me encontrar






Clarice Lispector - "Sin niña dentro de mí"

Fotografía de Federico Erra


Un domingo por la tarde, sola en casa, me doblé en dos hacia adelante –como con dolores de parto– y vi que la niña que había en mí estaba muriéndose. Nunca olvidaré aquel domingo. Tardó días en cicatrizar. Y aquí estoy. Dura, silenciosa y heroica. Sin niña dentro de mí. ¿A dónde se fue? ¿Qué le habrá hecho a ella darse cuenta de que las cosas se van a algún sitio que nosotros nunca sabremos dónde está? ¿Cuánto de ese heroísmo mío vale la pérdida de esa niña que vivía dentro de mí? Y hoy, estúpida y banal, me encaro con el espejo, y de todo falta la esencia, aquello que podría haber sido y no fui, después de tanto luchar por más madurez sobra en mí amargura.

Clarice Lispector


Traducido por El Transcriptor




jueves, 18 de abril de 2013

Ingrid Bergman - 1935



Ingrid Bergman cuando tenía veinte años.



(June Allyson - Flickr)




Una foto de Ingrid Bergman





(Indiscreet - Flickr)




miércoles, 17 de abril de 2013

Cagnaccio di San Pietro - 'L'alzana' (1935)



Cagnaccio di San Pietro (1897-1946)

(Visto en kraftgenie - Flickr)



Martín López-Vega - En brazos del sueño




EN BRAZOS DEL SUEÑO
Canción de los indios norteamericanos

Quién fuese la cinta que te ciñe la frente,
para estar cerca de tus pensamientos.
Quién fuese el maíz
que anda libremente por tu boca.
Quién fuese en tu cuello el viento
caluroso, o en la tempestad de tu sangre.
Quién fuese la lana colorida del telar
que se enreda dulcemente entre tus dedos.
Quién fuese la túnica leve
sobre el leve latido de tu corazón.
Quién fuese la arena de tu calzado
que osa acariciar los dedos de tus pies.
Quién fuese parte de tus pensamientos nocturnos
cuando, en brazos del sueño, gimes.

Martín López-Vega



martes, 16 de abril de 2013

Louis Malle - 'Vanya on 42nd Street' (1994)









Brooke Smith (Sonia) y Wallace Shawn (Vania) en la película Vania en la Calle 42 de Louis Malle.


Visto en el blog vecino Imitation of Life.



lunes, 15 de abril de 2013

Un haiku de Issa Kobayashi

Fotografía de Peter Verhoeven




Crepúsculo de cerezas.
También hoy se ha convertido
en pasado.

Issa Kobayashi


domingo, 14 de abril de 2013

Eduardo Haro Tecglen - "El sentimiento de lo republicano..."

*

El sentimiento de lo republicano (y la noción de patria dentro de ese conjunto) es el de una aspiración de libertades (no hay libertades: hay aspiración a ellas, como sucede con la democracia, con la felicidad o con otros elementos equívocos de nuestras vidas contemporáneas; me temo que de las futuras de los otros. Pero es importante que aspiremos a) y el de un conocimiento respetuoso del mundo y de los demás. Es también una estética: algo más que una política.

Eduardo Haro Tecglen


El niño republicano. Alfaguara, 1996


sábado, 13 de abril de 2013

Loomis Dean - Una fotografía de moda (1950)



Enero de 1950. Loomis Dean es el autor de esta fotografía vista en skorver1 - Flickr.

© Time Inc.

viernes, 12 de abril de 2013

Marilyn - I'm thru with love



Con faldas y a lo loco (Some like it hot, 1959), de Billy Wilder.


I'M THROUGH WITH LOVE

I'm through with love
I'll never fall again
Said adieu to love
Don't ever call again
For I must love you or no one
And so I'm through with love

I've locked my heart
I'll keep my feelings there
I've stocked my heart
with icy,frigid air
And I mean to care for no one
Because I'm through with love

Why did you lead me
To think you could care?
You didn't need me
For you had your share
of slaves around you
To hound you and swear
with deep emotion and devotion to you

Goodbye to spring and all it meant to me
It can never bring the thing that used to be
For I must have you or no one
And so I'm through with love

I'm through with love

Baby I'm through with love


*



Ruy Cinatti - Abrí mi ventana al viento norte

Ventana en Rio-de-Onor (Fotografía de Américo Meira)


ABRÍ MI VENTANA AL VIENTO NORTE

Abri mi ventana al viento norte
a ver si el frío me despertaba
de un sueño en que yo mismo dudaba.
- En el cielo brillaban estrellas más que nunca.

En vano, desde entonces, he procurado
recordar su mirada, su imagen
tan bella, tan perfecta, más espejismo.
- En el cielo brillaban estrellas más que nunca

Ruy Cinatti (1915-1986)

De su libro Nós Não Somos Deste Mundo (1941)


Traducido por El transcriptor


ABRI MINHA JANELA AO VENTO NORTE

Abri minha janela ao vento norte
A ver se o frio me acordava
De um sonho em que eu próprio duvidava.
- No céu brilhavam estrelas mais que nunca.

Em vão, desde então, eu procurei
Lembrar o seu olhar, a sua imagem
Tão bela, tão perfeita, mais miragem.
- No céu brilhavam estrelas mais que nunca.


jueves, 11 de abril de 2013

Summer Samba - Samba de Verão

*

Una canción de verano en primavera. Por ser ya bien conocida la versión grabada por Astrud Gilberto, viene aquí la de Bebel Gilberto por un lado, en inglés también, y la versión original, en portugués, compuesta por Marcos Valle, y su hermano Paulo Sérgio, cantada por el primero.

Summer Samba (also known as So Nice or its original Portuguese title, "Samba de Verão") is a 1964 bossa nova song by Brazilian composer Marcos Valle, with English-language lyrics by Norman Gimbel; the original Portuguese lyrics came from Paulo Sérgio Valle, brother to the composer. 











Una foto de Max Dupain (1939)



Desnudo en la hierba es el título de esta fotografía de 1939  de Max Dupain.




miércoles, 10 de abril de 2013

lunes, 8 de abril de 2013

Una foto de Friedrich Seidenstücker


Una fotografía del alemán Friedrich Seidenstücker (1882-1966). Al releer los siguientes versos de Rilke de la entrada anterior por el comentario del amigo Paco, me acordé de ella.


Pero todo aquello que tocamos, tú y yo,
nos une, como un golpe de arco,
que una sola voz arranca de dos cuerdas.




Rainer Maria Rilke - Canción de amor



CANCIÓN DE AMOR

¿Cómo sujetar mi alma para
que no roce la tuya?
¿Cómo debo elevarla
hasta las otras cosas, sobre ti?
Quisiera cobijarla bajo cualquier objeto perdido,
en un rincón extraño y mudo
donde tu estremecimiento no pudiese esparcirse.


Pero todo aquello que tocamos, tú y yo,
nos une, como un golpe de arco,
que una sola voz arranca de dos cuerdas.
¿En qué instrumento nos tensaron?
¿Y qué mano nos pulsa formando ese sonido?
¡Oh, dulce canto!

Rainer Maria Rilke



LIEBESLIED

Wie soll ich meine Seele halten, daß
sie nicht an deine rührt? Wie soll ich sie
hinheben über dich zu andern Dingen?
Ach gerne möcht ich sie bei irgendwas
Verlorenem im Dunkel unterbringen
an einer fremden stillen Stelle, die
nicht weiterschwingt,wenn deineTiefen schwingen.

Doch alles, was uns anrührt, dich und mich,
nimmt uns zusammen wie ein Bogenstrich,
der aus zwei Saiten eine Stimme zieht.
Auf welches Instrument sind wir gespannt?
Und welcher Spieler hat uns in der Hand?
O süßes Lied.


(Traducción leída aquí)


domingo, 7 de abril de 2013

Parker Possey en 'Brooken English'



La actriz Parker Possey en la película Brooken English (2007), dirigida por Zoe Cassavetes.


(Vista en Muere de cine - Flickr)



Dos obras del pintor Eliseu Visconti


Un óleo del pintor brasileño Eliseu Visconti (1866-1944), nacido en Italia como Eliseo d'Angelo Visconti. Considerado como uno de los pocos pintores impresionistas de Brasil y el iniciador del art nouveau en este país. Fue también caricaturista y profesor.

A modo de anécdota, según algunos críticos, este cuadro sería la Mona Lisa brasileña.


(Visto en Ras Marley - Flickr)


Autorretrato de Eliseu Visconti en 1902




sábado, 6 de abril de 2013

Un poco de 'The African Queen'






The African Queen - Humphrey Bogart and John Huston on location*



Golpes Bajos y Marino Marini - Come prima

Fotografía de Alpina Calo



COME PRIMA

Come prima, più di prima t'amerò
Per la vita, la mia vita ti darò
Sembra un sogno rivederti, accarezzarti
Le tue mani fra le mani stringere ancor'

Il mio mondo, tutto il mondo sei per me
A nessuna voglio bene come a te
Ogni giorno, ogni istante dolcemente ti dirò:
Come prima, più di prima t'amerò

Come prima, più di prima t'amerò
Per la vita, la mia vita ti darò
Sembra un sogno rivederti, accarezzarti
Le tue mani fra le mani stringere ancor'

Il mio mondo, tutto il mondo sei per me
A nessuna voglio bene come a te
Ogni giorno, ogni istante dolcemente ti dirò:
Come prima, più di prima t'amerò